Caçadores de homens musculosos


A música pulsava nas paredes como um segundo coração — grave, insistente, quase violento. Rafael e Bruno entraram na balada com os ombros tensos e os olhos varrendo o salão como dois predadores que conheciam o terreno. Ambos tinham o mesmo tipo de corpo: ombros largos esculpidos por anos de supino agachado, peitorais que preenchiam as camisetas até o tecido esticar, braços vascularizados que se flexionavam a cada movimento. Rafael usava uma regata preta colada que deixava à mostra os músculos dos ombros e o início das costas largas. Bruno, ao lado, vestia uma camiseta cinza cortada nas mangas, exibindo os bíceps redondos e duros que saltavam a cada gesto.

A balada era conhecida. Frequência masculina quase absoluta. Luzes vermelhas cortavam a escuridão em feixes precisos, iluminando rostos suados e corpos que se esfregavam na pista. O cheiro era uma mistura de suor, álcool derramado e perfume barato — denso, quente, quase palpável no ar condicionado fraco que mal dava conta do volume de gente.

Rafael encostou no balcão e pediu duas doses de tequila. O barman, um cara baixo mas com braços grossos cobertos de tatuagens, serviu sem perguntar nada. Bruno pegou o copo, bateu na madeira do balcão e virou de uma vez. O álcool desceu queimando e aquecendo o estômago vazio. Rafael fez o mesmo, sentindo o calor se espalhar pelo peito.

— Tá fraco hoje — Bruno disse, os olhos percorrendo a multidão de corpos masculinos que se moviam na pista.

Rafael não respondeu. Já tinha avistado algo.

Do outro lado do salão, encostado numa coluna com um copo na mão, estava o macho que ele queria. Alto — mais alto que os dois, pelo menos um metro e noventa. Ombros absurdamente largos, o tipo de costas que bloqueavam a visão de quem estava atrás. A camiseta branca estava grudada no peito enorme, mostrando cada separação entre os músculos peitorais e os vales entre as abdominais. Os braços cruzavam sobre o peito, e os bíceps inchavam contra o tecido como se fossem rasgar a manga a qualquer momento. O rosto era quadrado, mandíbula marcada, cabelo cortado bem curto. Uma barba densa cobria o queixo.

Rafael largou o copo no balcão.

— Achei — disse, sem tirar os olhos do cara.

Bruno seguiu o olhar e soltou um riso baixo.

— Vai com tudo, irmão.

Rafael atravessou a pista. Os corpos se afastavam ao redor dele — outros caras musculosos que dançavam suados, camisetas encharcadas grudadas em peitos largos, shorts apertados mostrando coxas grossas. Ele não olhou para nenhum deles. O alvo era aquele corpo gigante encostado na coluna.

Chegou perto. O cara olhou para baixo — tinha uns dez centímetros a mais que Rafael — e os olhos escuros percorreram o corpo dele de cima a baixo. Demoraram no peito, nos braços, na cintura. Um canto da boca se ergueu.

— O que você quer? — a voz era grave, áspera, com um sotaque que Rafael não identificou.

— Você — Rafael respondeu, direto.

O gigante terminou o que tinha no copo. Depositou o copo vazio numa bandeja que passava e colocou a mão grande no ombro de Rafael. Os dedos apertaram o músculo, testando. Rafael manteve o olhar firme.

— Banheiro — o gigante disse.

Caminharam juntos pelo corredor lateral. A música ficava mais abafada a cada passo, substituída pelo som de portas batendo e vozes masculinas ecoando nos azulejos. O banheiro era grande, com três mictórios na parede e quatro cabines com portas de madeira grossa. Dois caras conversavam lavando as mãos. Saíram quando viram os dois entrarem.

O gigante empurrou Rafael para dentro da última cabine e trancou a porta. O espaço era apertado para dois corpos daquele tamanho. Os ombros se tocavam. O calor era imediato — o corpo do cara irradiava calor como um forno, e Rafael sentiu o suor começar a escorrer pela nuca.

O gigante não perdeu tempo. Suas mãos enormes agarraram a regata de Rafael e puxaram para cima, arrancando o tecido do corpo. Os peitorais saltaram, redondos e duros, com pelos curtos cobrindo o centro. Os dedos do gigante apertaram o músculo, e Rafael prendeu a respiração quando o polegar esfregou o mamilo.

— Corpo bom — o gigante murmurou, a boca já descendo pelo pescoço de Rafael. A barba arrastou na pele, raspando, e Rafael inclinou a cabeça para trás, batendo na parede.

As mãos de Rafael foram para a cintura do gigante. Puxou a camiseta branca para fora das calças e enfiou as mãos por baixo. A pele era quente e lisa sobre os músculos duros da barriga. Subiu até o peito — enorme, pesado, com fibras que se moviam sob o toque. Os mamilos eram duros como pedras sob seus dedos.

O gigante gemeu baixo e empurrou Rafael contra a parede com o peso do corpo. Os peitos se espremeram — dois peitorais musculosos se esmagando, pele contra pele, suor misturando. A boca do gigante encontrou a de Rafael, e a língua entrou com força, molhada, quente. Rafael chupou a língua do cara, sentindo o gosto de uísque e menta. As mãos do gigante desceram para o rabo de Rafael e apertaram com força, separando as nádegas por cima da calça.

— Quero te comer — o gigante sussurrou contra a boca de Rafael.

— Então come.

Rafael abriu o cinto, o botão, o zíper. As calças caíram até os joelhos. O gigante fez o mesmo, e quando puxou para baixo, o pau saltou — grosso, duro, com veios saltando ao longo do eixo. A cabeça era redonda e vermelha, brilhando com líquido pré-seminal. Rafael olhou e a boca encheu de saliva.

Chupou. Abaixou-se no espaço apertado da cabine, os joelhos batendo no chão frio de azulejo, e engoliu a cabeça do pau. O gosto era salgado, quente. O gigante agarrou a cabeça de Rafael com as duas mãos e empurrou a cintura para frente, enfiando mais. O pau desceu pela garganta, grosso, esticando os lábios de Rafael até o maxilar doer. Ele engoliu, relaxou a garganta, e o gigante começou a bombar — movimento lento no início, depois mais rápido, fodendo a boca com estocadas que faziam os ovos baterem no queixo de Rafael.

— Porra, que boca — o gigante rosnou, a cabeça jogada para trás, os músculos do pescoço saltando.

Rafael masturbava o próprio pau enquanto chupava — duro, pingando, a mão subindo e descendo no eixo com movimentos rápidos. Os gemidos vibravam no pau que tinha na boca.

Foi quando ouviram a porta do banheiro se abrir. Passos pesados. Uma voz masculina, grave:

— Tem gente aí?

O gigante não parou. Continuou fodendo a boca de Rafael, mais devagar agora, controlando o ritmo. Outra porta se abriu. Mais passos. Rafael ouviu um gemido diferente — não veio do gigante acima dele.

Olhou pelo vão da cabine. Na cabine ao lado, a porta estava entreaberta. Dois corpos masculinos se moviam — um cara alto e loiro com ombros largos estava encostado na parede, as calças nos joelhos, enquanto outro homem, moreno e musculoso, com coxas grossas como troncos, estava ajoelhado chupando seu pau com vontade. O barulho de chupada era obsceno — molhado, ritmado, ecoando nos azulejos.

O gigante puxou Rafael pelo cabelo, fazendo a boca sair do pau com um som úmido.

— Vira — ordenou.

Rafael obedeceu. Virou de costas para o gigante, as mãos na parede, o rabo empinado. O gigante cuspiu na mão e passou no buraco de Rafael, depois no próprio pau. Empurrou a cabeça contra o anel apertado. Rafael relaxou e o pau entrou — grosso, esticando tudo, abrindo caminho com uma pressão constante que fez Rafael agarrar a parede com força.

— Puta que pariu — Rafael rosnou entre os dentes.

O gigante começou a bombear. Devagar no início, deixando o cu se acostumar com o tamanho. Depois mais fundo, mais rápido. Os ovos batiam no rabo de Rafael a cada estocada. O som de pele contra pele preenchia a cabine. O gigante agarrou os quadris de Rafael com as duas mãos — os dedos afundando na carne muscular — e puxou contra si enquanto fodia, entrando até o fundo.

Na cabine ao lado, o moreno que estava chupando se levantou. O loiro virou de costas para ele. O moreno enfiou o pau no cu do loiro sem cerimônia, e o loiro gritou — um gemido alto, abafado pela mão que o moreno colocou sobre a boca dele.

Mais passos no banheiro. A porta principal abriu de novo. Dois caras entraram — um com uma camiseta vermelha rasgada mostrando os peitorais lisos e depilados, outro com uma barba enorme e braços cobertos de tatuagens. Pararam quando viram o que estava acontecendo. Não saíram.

O tatuado se encostou na parede e abriu o zíper. O pau duro saltou para fora, grosso e escuro. Ele começou a se masturbar olhando para as cabines. O da camiseta vermelha foi até o mictório mais próximo, mas em vez de mijar, ficou observando, a mão dentro da calça se movendo.

Rafael estava sendo fodido com força agora — o gigante entrava e saía com estocadas longas e profundas, o pau raspando nas paredes do cu, acertando aquele ponto que fazia os joelhos de Rafael tremerem. O suor escorria pelo peito, pelas costas, pingando no chão. Os músculos dos braços se flexionavam enquanto ele se segurava na parede.

— Tá gostando desse pau? — o gigante perguntou, a voz rouca.

— Mete mais fundo — Rafael respondeu, a voz estrangulada.

O gigante obedeceu. Enfiou até a base e ficou parado, girando a cintura, fazendo o pau girar dentro do cu. Rafael gemeu alto — alto o suficiente para que o tatuado na parede ouvisse e começasse a bater punheta mais rápido.

Na cabine ao lado, o moreno fodia o loiro sem parar. O barulho de corpos batendo era constante — dois ritmos diferentes, duas fodas acontecendo a poucos metros de distância. O loiro agarrava a parede, os músculos das costas se contraindo a cada estocada do moreno.

O banheiro tinha virado outra coisa. Não era mais um banheiro — era um lugar de machos musculosos se fodendo, o ar pesado com o cheiro de suor, de cu, de pau duro, de álcool no hálito de todos. A música da balada chegava abafada pelo corredor, mal se ouvindo por cima dos gemidos e do som de carne batendo em carne.

Rafael olhou para o tatuado que se masturbava na parede e fez um gesto com a cabeça. O cara se aproximou, o pau duro na mão, e Rafael abriu a boca. O tatuado enfiou. Rafael agora era fodido dos dois lados — o gigante fodia seu cu com estocadas brutais e profundas, o tatuado fodia sua boca com movimentos rápidos e curtos. Os músculos do corpo de Rafael tremiam, o suor escorria, e ele aguentava os dois paus com a fome de quem tinha entrado na balada procurando exatamente aquilo.

Bruno apareceu na porta do banheiro. Parou. Olhou a cena — os corpos, os paus, os músculos suados — e um sorriso lento cruzou seu rosto. Encostou na parede ao lado da porta, cruzou os braços sobre o peito largo, e assistiu. Por enquanto, apenas assistiu.

A noite estava apenas começando.

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