Otávio Andreassa passivo com Alexandro Cabrera


Otávio Andreassa encostou os quadris na borda da pia do banheiro e examinou o próprio reflexo no espelho embaçado. O vapor do chuveiro ainda pairava no ar, grudando nas paredes brancas de azulejo, e ele passou a mão pelo espelho para limpar uma faixa horizontal. Os olhos escuros apareceram primeiro, depois o maxilar marcado, o cabelo preto úmido colado na testa. Ele vestiu uma camiseta branca que grudava nos ombros largos e desceu as escadas do apartamento emprestado em São Paulo com os pés descalços batendo no degrau de madeira.

Alexandro Cabrera já estava na sala, sentado no sofá de couro marrom com as pernas abertas, os cotovelos apoiados nos joelhos. O argentino tinha chegado naquela manhã com uma mochila nos ombros e um sorriso largo que mostrava os dentes brancos. O cabelo loiro-escuro estava penteado para trás, e a barba por fazer sombreava o maxilar angular. Ele vestia uma camiseta cinza que marcava os peitorais e um calção de moletom preto que não escondia quase nada quando ele se sentava daquele jeito.

“Pronto, brasileiro?” Alexandro perguntou, a voz grossa carregando o sotaque que transformava as vogais.

Otávio ajeitou a gola da camiseta e deu de ombros. “Pronto pra quê, gringo?”

Alexandro não respondeu de imediato. Em vez disso, levantou-se do sofá em um movimento fluido, e Otávio percebeu que o argentino era alguns centímetros mais alto. A diferença não era enorme, mas suficiente para que Otávio tivesse que inclinar levemente o queixo para manter o contato visual. Alexandro deu um passo à frente, e o cheiro dele chegou — algo amadeirado misturado com suor quente, o tipo de cheiro que ficava na pele depois de um dia inteiro de viagem.

“Você sabe pra quê.” Alexandro colocou a mão no ombro de Otávio. O polegar pressionou logo acima da clavícula, e os dedos longos envolveram a curva do trapézio. A mão era grande, seca, áspera nos nós dos dedos.

Otávio engoliu em seco. O polegar de Alexandro começou a mover-se em círculos lentos no topo do ombro, e Otávio sentiu o calor irradiar daquele ponto único para o resto do corpo. Ele não recuou. Ficou parado, os olhos fixos nos de Alexandro, que eram de um cinza esverdeado que Otávio não tinha notado antes.

“Você é muito lindo, brasileiro.” Alexandro falou baixo, quase um sussurro, e a mão desceu do ombro para o peito. A palma aberta pressionou contra o esterno de Otávio, sentindo o coração batendo rápido sob as costelas. “Acelerado, hein?”

Otávio soltou o ar pela boca, um sopro curto e controlado. “Você é muito direto, gringo.”

“Direto é melhor.” Alexandro puxou Otávio pela barra da camiseta, aproximando os dois corpos. O peito de Alexandro roçou contra o de Otávio, e Otávio sentiu os mamilos endurecerem sob o tecido fino. O calor do corpo do argentino era diferente do seu — mais seco, mais intenso, como se ele estivesse com febre.

A boca de Alexandro encontrou a de Otávio sem aviso. O beijo começou devagar, os lábios pressionando, testando, mas logo Alexandro abriu os lábios e a língua dele invadiu a boca de Otávio com uma fome controlada. Otávio retribuiu, a língua dele deslizando contra a do argentino, e o gosto dele era de café e menta. Alexandro cravou as duas mãos nos quadris de Otávio e empurrou-o contra a parede mais próxima. As costas de Otávio bateram no gesso com um bafo surdo, e um quadro pendurado ao lado oscilou perigosamente.

Alexandro rompeu o beijo e olhou para Otávio de cima. Os olhos estavam mais escuros agora, as pupilas dilatadas. “Vou te comer, brasileiro. Do jeito que você merece.”

Otávio não disse nada. As mãos dele subiram para o peito de Alexandro e empurraram a camiseta cinza para cima, revelando o abdômen definido, a linha de pelos loiros que descia do umbigo até a cintura do moletom. Otávio passou as pontas dos dedos pela linha de pelos, sentindo a textura áspera, e Alexandro inspirou fundo, o abdômen contraindo-se sob o toque.

“Tira essa camiseta,” Otávio disse, a voz rouca.

Alexandro obedeceu. Puxou a camiseta pela gola e jogou no chão. O peito dele era largo, coberto por uma camada fina de pelos dourados que brilhavam sob a luz da tarde que entrava pela janela. Os mamilos eram escuros, pequenos, já endurecidos. Otávio baixou a boca e lambeu um deles, sentindo a pele enrugar-se sob a língua. Alexandro soltou um som gutural, algo entre um gemido e um rosnado, e enfiou os dedos no cabelo ainda úmido de Otávio.

Otávio chupou o mamilo, os dentes roçando a borda, e depois passou a língua pelo peito até chegar no outro. Alexandro arqueou levemente, os quadris projetando-se para frente, e Otávio sentiu o volume duro pressionar contra sua coxa. Mesmo através do moletom, era impossível ignorar — grosso, quente, pulsando.

Otávio desceu de joelhos. O chão de madeira era frio contra as rótulas, mas ele mal registrou. As mãos dele agarraram a cintura do moletom de Alexandro e puxaram para baixo com um movimento único. O pau do argentino saltou para fora, duro, curvado levemente para cima, a cabeça vermelha e úmida de líquido pré-seminal. Era grosso — mais grosso do que Otávio esperava — e as veias saltavam ao longo do caule como cordas sob a pele clara.

“Caralho, gringo,” Otávio murmurou, os olhos fixos no pau diante do seu rosto.

Alexandro riu, um som breve e orgulhoso. “Abre a boca, brasileiro.”

Otávio obedeceu. Abriu os lábios e deixou Alexandro guiar a cabeça do pau para dentro. O gosto era salgado, quente, com aquele toque de pele limpa que Otávio conhecia bem. Ele fechou os lábios ao redor do caule e começou a chupar, a língua trabalhando a parte de baixo, deslizando da base até a glande em movimentos lentos e deliberados.

Alexandro enfiou os dedos no cabelo de Otávio e controlou o ritmo. Empurrou os quadris para frente, forçando mais pau para dentro da boca, e Otávio relaxou a garganta para receber. A cabeça do pau bateu no fundo da garganta, e Otávio engasgou — um som úmido e breve — mas não recuou. Os olhos marejaram, e a saliva escorreu pelo queixo, pingando no chão.

“Assim, brasileiro. Assim.” Alexandro começou a bombar dentro da boca de Otávio, os quadris movendo-se em um ritmo constante. Cada estocada empurrava o pau fundo na garganta de Otávio, e o som úmido da chupada enchia a sala — estalo, estalo, estalo — misturado com a respiração pesada de Alexandro.

Otávio agarrou as coxas de Alexandro com as duas mãos, os dedos cravando-se na musculatura dura, e deixou o argentino usar sua boca. O pau de Otávio estava duro dentro da calça de moletom, pulsando a cada estocada, e ele esfregou as coxas uma na outra tentando aliviar a pressão.

Alexandro parou de repente. Puxou o pau da boca de Otávio com um estalo molhado e ergueu-o pelos ombros. “Quero te comer. Quero comer esse seu cu, brasileiro.”

Otávio, com o rosto vermelho e o queixo brilhando de saliva, apenas assentiu. Alexandro virou-o contra a parede e puxou sua calça para baixo. A bunda de Otávio apareceu — redonda, firme, morena — e Alexandro agarrou as duas bochechas com as mãos, abrindo-as.

“Que cu lindo,” Alexandro disse, os polegares roçando o buraco de Otávio. “Vou meter tudo aqui.”

Otávio apoiou as mãos na parede e empinou a bunda. “Então mete, gringo. Para de falar.”

Alexandro cuspiu na própria mão e espalhou no pau, depois posicionou a cabeça contra o buraco de Otávio. Empurrou devagar. A pressão aumentou, e Otávio fechou os olhos, os dentes mordendo o lábio inferior. A cabeça entrou com um estalo suave, e o calor apertou ao redor do pau de Alexandro como uma luva apertada.

“Putaria,” Alexandro gemeu. “Que cu apertado, brasileiro.”

Otávio soltou o ar pela boca em um sopro longo. “Mete tudo. Vai.”

Alexandro empurrou mais. O caule deslizou centímetro por centímetro, abrindo Otávio devagar, até que os quadris de Alexandro bateram contra a bunda morena. O pau estava inteiro dentro — grosso, quente, pulsando contra as paredes do cu de Otávio.

Alexandro começou a bombear. Devagar no início, estocadas longas que quase tiravam o pau inteiro antes de enterrar de novo. Otávio gemeu, a voz rouca e alta, e empurrou a bunda para trás para receber cada estocada. O som dos quadris batendo na bunda — pap, pap, pap — misturava-se com os gemidos dos dois.

“Foda, brasileiro. Você é gostoso demais.” Alexandro aumentou o ritmo, as estocadas ficando mais rápidas, mais fundas. O pau deslizava para dentro e para fora, e o cu de Otávio agarrava o caule a cada retirada, como se não quisesse soltar.

Otávio masturbava-se enquanto era fodido, a mão direita bombeando o próprio pau no mesmo ritmo das estocadas. A parede fria sob as palmas, o pau quente dentro do cu, o som da respiração de Alexandro perto do ouvido — tudo se misturava em uma sensação única que fazia suas pernas tremerem.

Alexandro agarrou os quadris de Otávio com força, os dedos marcando a pele morena, e começou a foder com força. Estocadas curtas e rápidas, quase violentas, o pau martelando o fundo do cu de Otávio. A parede tremia, o quadro oscilando ao lado.

“Vou gozar,” Alexandro rosnou. “Vou gozar dentro desse cu.”

“Mete fundo,” Otávio pediu, a voz quebrada. “Goza dentro.”

Alexandro cravou o pau inteiro com uma última estocada brutal e ficou parado, os quadris pressionados contra a bunda de Otávio. O pau pulsou dentro do cu, e Alexandro gemeu alto — um som gutural, animal — enquanto o leite jorrava em jatos quentes que enchiam Otávio por dentro. O calor espalhou-se, e Otávio sentiu o cu apertar ao redor do pau, sugando cada gota.

Otávio gozou segundos depois. O pau dele pulsou na própria mão, e o leite branco espirrou contra a parede em fios grossos que escorreram devagar. As pernas dele cederam, e ele deslizou contra a parede, o pau de Alexandro ainda dentro dele, amolecendo lentamente.

Alexandro apoiou-se nas costas de Otávio, a respiração pesada batendo na nuca do brasileiro. “Valeu, brasileiro,” ele sussurrou, os lábios roçando a pele úmida de suor.

Otávio sorriu, os olhos fechados. “Qualquer hora, gringo.”

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