AI Fantasy Game – Military Seamen 3


O relógio digital do painel do corredor marcava 03h47 quando Thiago ajustou o último botão da camuflada e enfiou os pés nas botas. O lençol cinzento continuava amassado e manchado, mas não havia tempo de trocar — Rafael já havia verificado duas vezes o fecho do zíper e a posição da boina na cabeça antes de destrancar a porta. O cheiro de desinfetante quase disfarçava o de suor e de sexo, mas Thiago sabia que qualquer um que entrasse ali nas próximas horas sentiria. Rafael saiu primeiro, passos curtos e cadenciados, e Thiago seguiu três metros atrás, a distância exata que um cabo mantém de um sargento em deslocamento.

O convés estava molhado de neblina. As luzes de navegação pintavam o branco e o verde sobre os containers empilhados, e o vento cortava o rosto com lâminas de sal. Thiago encontrou Rafael junto à amurada de bombordo, exatamente onde o combinado mandava. O sargento não cumprimentou. Não acenou. Apenas virou o rosto quando Thiago chegou perto, e os olhos dele estavam diferentes — não a tensão controlada de duas horas atrás, mas algo mais duro, mais apertado, como se o que tinham feito no beliche não tivesse aliviado nada, apenas apertado uma mola que agora precisava de mais.

— Sargento — Thiago disse, a voz engolindo o final da palavra.

Rafael não respondeu. Olhou por cima do ombro de Thiago, conferiu o convés nas duas direções, e depois inclinou a cabeça para a direita, um gesto mínimo que significava segue. Thiago seguiu. Os dois andaram em silêncio pela passarela de ferro entre os containers, o metal vibrando sob as botas cada vez que o casco batia numa onda mais forte. Rafael parou diante de um contêiner de carga cujo cadeado estava destrancado — um dos que transportavam equipamento de comunicação ainda embalado, sem uso até a chegada ao porto. Abriu as portas laterais apenas o suficiente para um homem passar, entrou, e Thiago veio atrás.

Lá dentro era preto. Rafael acendeu uma lanterna tática e a apoiou no chão, apontada para o teto, de modo que a luz branca se espalhasse difusa sobre as paredes de metal corrugado. O espaço era estreito e comprido, cheirando a óleo de proteção e plástico novo. Caixas de madeira empilhadas formavam uma parede improvisada num dos lados. Rafael fechou as portas e o barulho do oceano sumiu, substituído pelo zumbido grave do motor que vibrava através do chão.

— De joelhos — Rafael disse.

Não era um pedido. Era uma ordem dada com a mesma voz que ele usava para coordenar posições de tiro no treinamento. Thiago obedeceu imediatamente, os joelhos batendo no chão de metal, e a posição fez com que seus olhos ficassem na altura do cinto de Rafael. O sargento se aproximou, parou a menos de meio metro, e ficou olhando para baixo. A lanterna projetava sombras duras no rosto dele, cavando as maçãs do rosto e a linha do maxilar.

— Sabe o que vai acontecer agora? — Rafael perguntou.

— Sei, sargento.

— Diz.

Thiago engoliu. A voz saiu baixa, quase abafada pelo zumbido do contêiner.

— O senhor vai usar minha boca.

Rafael abriu o cinto. O barulho da fivela de metal ecoou dentro do contêiner como um tiro. Abriu o botão, desceu o zíper, e puxou o pau para fora — já duro, a cabeça arroxeada e úmida, as veias do corpo marcadas como cabos sob a pele. Thiago não esperou ordem. Inclinou-se para frente e passou a língua pela glande, sentindo o gosto de sal e de pele quente. Rafael cravou os dedos no cabelo raspado de Thiago e puxou a cabeça para si, enterrando o pau na boca do cabo de uma vez.

Thiago engasgou. A garganta se contraiu em torno do membro, e os olhos marejaram, mas ele não recuou. Rafael começou a bombear — para frente e para trás, segurando a cabeça de Thiago com as duas mãos, controlando o ritmo e a profundidade. Cada estocada empurrava o pau até a base, e o queixo de Thiago batia nos culotes de Rafael a cada movimento.

— Assim — Rafael rosnou, a voz saindo entre os dentes. — Fica assim. Não para.

Thiago segurou nas coxas de Rafael para se estabilizar. A saliva escorria pelo queixo, pingando no chão de metal. O pau deslizava dentro e fora da garganta com um som úmido e obsceno que se misturava ao zumbido do motor. Rafael aumentou o ritmo, os quadris batendo para frente com uma urgência que não existira no beliche — ali não havia lençol, não havia lubrificante, não havia tempo para preparação. Era boca e pau e os dedos de Rafael cravados no crânio de Thiago como se o cabo fosse um objeto a ser usado.

— Olha pra mim — Rafael ordenou.

Thiago ergueu os olhos. As pupilas dele estavam dilatadas, os olhos vermelhos do esforço, e encarou Rafael de baixo enquanto o sargento fodia sua boca. Rafael sustentou o olhar por alguns segundos, a mandíbula tão apertada que os músculos do pescoço saltavam.

— Quem é que te dá isso? — Rafael perguntou, a voz rouca.

— R-Rafael — Thiago respondeu, a palavra distorcida pelo pau que ocupava sua boca.

Rafael gemeu. Um som grave e curto, quase involuntário, como se o nome dito daquela forma fosse uma chave que destrancava algo. As estocadas ficaram mais rápidas, mais fundas, e Thiago sentiu o pau inchar dentro da garganta. Rafael segurou a cabeça de Thiago com força total, cravou o membro até a base, e gozou — jatos quentes e espessos que bateram no fundo da garganta de Thiago e escorreram quando ele tentou engolir. Rafael ficou parado por um momento, respirando pela boca aberta, os dedos ainda enterrados no cabelo de Thiago. Depois puxou o pau para fora devagar, e um fio de esperma conectou a glande aos lábios do cabo antes de se partir.

Thiago limpou a boca com as costas da mão. A saliva e o esperma brilhavam no queixo sob a luz difusa da lanterna. Rafael guardou o pau de volta na calça, fechou o zíper e o cinto com movimentos mecânicos, e olhou para Thiago ainda de joelhos no chão do contêiner.

— Levanta — Rafael disse. — A ronda não acabou.

Thiago se levantou, as pernas tremendo levemente, e ajustou a camuflada. Rafael abriu as portas do contêiner e o vento salgado entrou como uma bofetada. O convés continuava deserto, as luzes de navegação piscando no mesmo ritmo. Rafael saiu primeiro, como antes, e Thiago seguiu três metros atrás. Mas algo tinha mudado — o ritmo dos passos de Rafael era mais solto, os ombros menos tensos, e Thiago sabia que aquilo não seria a última vez que entrariam naquele contêiner.

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