A catedral de pedra negra erguia-se como um monólito contra o céu cinzento, suas torres retorcidas apontando para um céu que nunca respondia. Dentro, o ar cheirava a incenso queimado e suor masculino. O altar central não ostentava uma cruz, mas uma estátua colossal de mármore negro: um homem nu, musculoso, com o pau ereto e o rosto voltado para o teto. Seus olhos vazios pareciam observar cada devoto que se ajoelhava diante dele.
Padre Elias, trinta e cinco anos, corpo definido por anos de jejum e penitência, aproximou-se do altar. Vestia apenas uma túnica branca translúcida que mal escondia o volume entre suas pernas. Ele carregava um cálice de prata cheio de óleo sagrado. Atrás dele, uma fila de jovens noviços — todos nus, todos excitados — esperava sua vez.
Ele parou diante da estátua e ergueu o cálice.
— Ó Senhor das Sombras, aceita nosso sêmen como oferenda — entoou, a voz rouca de devoção.
Derramou o óleo sobre o pau de mármore da estátua. O líquido escorreu pelas veias esculpidas, pingando sobre os testículos enormes. Elias ajoelhou-se, tomou o pau frio na boca e começou a chupar, a língua deslizando sobre a pedra lisa. Os noviços gemeram ao redor, masturbando-se ao ver o padre adorando o ídolo.
Um dos noviços, jovem de pele clara e cabelos pretos, aproximou-se. Chamava-se Gabriel. Seu pau latejava, grosso e rosado. Elias afastou-se da estátua e engoliu o membro de Gabriel até o fundo da garganta, engasgando, babando. Gabriel segurou a cabeça do padre e fodeu sua boca com força, gemendo o nome do falso deus.
— Toma, toma tudo… ele vê… ele aprova…
Elias engoliu o gozo quente, depois se virou e ofereceu sua bunda para o altar. Gabriel cuspiu na própria mão, lubrificou o cu do padre e enfiou o pau até o fundo, estocando sem piedade. O som de pele contra pele ecoava pela nave vazia.
Outro noviço ajoelhou-se ao lado, oferecendo seu pau para Elias chupar enquanto era fodido. Os três se moviam em uníssono, suando, gemendo, adorando.
Quando Gabriel gozou dentro de Elias, o padre sentiu o sêmen quente jorrar em suas entranhas. Ele gozou sem tocar no próprio pau, o orgasmo arrancado pela devoção cega ao deus que não existia.
A estátua de mármore observava, impassível, enquanto o ritual prosseguia noite adentro.
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